Do topo do mais alto ramo, o pessegueiro ergue, como um facho, a sua
primeira flor…
O azul sem fim ilumina-se para ser o palco onde ela, frágil
mas decidida, será a primeira a receber a primavera…
Escondido, observo-a e murmuro, muito baixinho: “Força, amiga! Que o fruto
dos teus sonhos cresça feliz!”
António
Pereira
