O pequeno esporo caiu desamparado (e muito assustado!)
na orla da floresta. A terra fértil deu-lhe aconchego; o sol aqueceu-o
como um pai extremoso; a chuva encorajou-o a sair da terra com confiança.
Tanto mimo não foi em vão: pôs os olhos no horizonte e
cresceu, cresceu, cresceu…
Alheio à efemeridade da sua condição, forte e belo, o
cogumelo assume-se como o rei do prado!
António
Pereira