Passa as tardes ali, escondido na
floresta, a vigiar a casa…
Os olhos febris colam-se à janela,
cujas persianas, como pálpebras pesadas, perpetuam o silêncio…
Há muito que ninguém ali vive, mas o
amor é assim: louco, frequentemente desvairado, reinventa-se, consome-se e
renova-se, continuamente…
António Pereira