Ilha da Armona - Olhão, sul de Portugal (março 2013)
De costas viradas para o mar,
o barco afunda a seu desalento na areia…
As ondas agitam-se em murmúrios que não ouve…
Os peixes passam, velozes, indiferentes à sua solidão…
Numa clepsidra invisível, o seu tempo esgota-se...
Triste, olho-o uma última vez e afasto-me sem dizer
nada…
António Pereira