Mesmo junto à casa, ergue-se,
imponente e vigilante, o sólido sobreiro. Quem lá passa, com o olhar desgastado
pela rotina, já não o vê. Amuado, permanece ali, silencioso, projetado na
paisagem, de costas viradas para a mata, ao fundo, onde os cogumelos e os
espargos medram, estimulados pela chuva mansa caída do céu generoso.
Eu olho e gravo, feliz, cada detalhe na película
da alma…
António
Pereira