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20.2.13

.O meu sobreiro...



Mesmo junto à casa, ergue-se, imponente e vigilante, o sólido sobreiro. Quem lá passa, com o olhar desgastado pela rotina, já não o vê. Amuado, permanece ali, silencioso, projetado na paisagem, de costas viradas para a mata, ao fundo, onde os cogumelos e os espargos medram, estimulados pela chuva mansa caída do céu generoso.

Eu olho e gravo, feliz, cada detalhe na película da alma…


António Pereira